Expedições procuram duas espécies
de rãs que não são vistas há quase três décadas no Brasil
Você aceitaria viajar pelo sul e
sudeste do Brasil para procurar duas espécies de rãs que há mais de 25 anos não
são encontradas pelos cientistas? Então, saiba que essa é a aventura que
aguarda os biólogos Patrick Colombo e Taran Grant, da Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul. Em setembro, eles vão liderar duas expedições em
nosso país, que são parte de uma busca mundial por cem espécies de anfíbios que
há muito tempo não são vistas na natureza e podem até estar extintas.
(Ilustração: Mario Bag).
Procura-se!
Lanterna na mão, gravador no bolso e um par de botas de borracha confortável. É assim que estará equipado o grupo que irá buscar a rãzinha-das-pedras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Chamada de Cycloramphus valae pelos cientistas, essa espécie costumava viver entre rochas em cachoeiras muito altas. Em locais como esse, perto dos paredões úmidos, é que a equipe espera reencontrá-la. “A estratégia é sair revirando pedras na natureza”, adianta Patrick, líder da expedição.
Lanterna na mão, gravador no bolso e um par de botas de borracha confortável. É assim que estará equipado o grupo que irá buscar a rãzinha-das-pedras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Chamada de Cycloramphus valae pelos cientistas, essa espécie costumava viver entre rochas em cachoeiras muito altas. Em locais como esse, perto dos paredões úmidos, é que a equipe espera reencontrá-la. “A estratégia é sair revirando pedras na natureza”, adianta Patrick, líder da expedição.
Fotos da rãzinha-das-pedras são
raras. Mas veja como é o girino dessa espécie (ilustração cedida por Ronald
Heyer).
Amarronzada, a rãzinha camufla-se
entre as rochas e se confunde com o ambiente. Como seu nome indica, é pequena:
tem quatro centímetros de comprimento! E se você pensa que essas
características já são suficientes para dificultar o trabalho dos
pesquisadores, imagine procurar esse bicho… à noite? Pois é isso o que irá
acontecer, já que a rãzinha-das-pedras, como a maioria dos anfíbios, tem hábitos
noturnos.
A boa notícia, porém, é que essa
busca não depende apenas da visão. Os pesquisadores vão estar atentos a
qualquer barulho. Afinal, quem sabe eles não escutam o som produzido pela
espécie e, ao segui-lo, reencontram a rãzinha-das-pedras? A expectativa também
é gravar novamente o canto desse anfíbio, registrado pela primeira vez em 1979,
no estado de Santa Catarina, quando a rãzinha-das-pedras foi descoberta. Apenas
três anos depois, ela seria vista pela última vez.
Do sul para o sudeste
(Ilustração: Fernando).
Desde a década de 1980, aliás,
ninguém encontra também a rãzinha-do-riacho. Essa espécie, conhecida pelos
cientistas como Crossodactylus grandis, é alvo de uma outra
expedição, que acontece em setembro em parte do sudeste do Brasil.
Para tentar localizá-la, o
biólogo Taran Grant irá a Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas a
tarefa é difícil. Não há foto ou desenho da espécie em vida. Seu canto também
não foi gravado. E não se engane: apesar de ter a palavra “grandis” (em latim,
“grande”) em seu nome, esse anfíbio mede apenas quatro centímetros.
Apesar disso, já foi definida uma
estratégia para tentar achar essa rã que tem pele marrom, hábitos diurnos e
vive escondida na vegetação que há na beira dos riachos da Serra da
Mantiqueira, cadeia montanhosa que se estende pelos três estados que serão
visitados. Taran pretende se basear no som produzido por outras espécies do
mesmo gênero para tentar localizar a Crossodactylus grandis. “Vamos
seguir o som de qualquer anfíbio que esteja cantando perto do riacho”, conta
ele.
Quem sabe esse não é o primeiro
passo para um reencontro aguardado há décadas?
Maior entre os menores
A Crossodactylus grandis foi batizada assim porque é maior do que os outros bichos do seu grupo, que atingem, no máximo, três centímetros!
A Crossodactylus grandis foi batizada assim porque é maior do que os outros bichos do seu grupo, que atingem, no máximo, três centímetros!
Anfíbios em perigo
Apesar da esperança em reencontrar a rãzinha-das-pedras e a rãzinha-do-riacho, depois de quase três décadas sem notícias, é claro que os pesquisadores trabalham com a hipótese de que essas espécies tenham sido extintas. Ou seja, desaparecido para sempre, uma ameaça que ronda anfíbios em todo o mundo. Como os sapos e seus parentes têm a pele muito sensível, mesmo alterações muito pequenas no habitat podem afetar a sua sobrevivência. Além disso, são cada vez mais comuns casos de animais desse tipo que desenvolvem uma doença causada por fungos. Para você ter uma ideia, essa moléstia já causou a extinção de várias espécies de anfíbios pelo planeta, uma vez que provoca problemas respiratórios, entre outros. Clique na tela e conheça sapos e rãs que enfrentam ameaças como essas.
Apesar da esperança em reencontrar a rãzinha-das-pedras e a rãzinha-do-riacho, depois de quase três décadas sem notícias, é claro que os pesquisadores trabalham com a hipótese de que essas espécies tenham sido extintas. Ou seja, desaparecido para sempre, uma ameaça que ronda anfíbios em todo o mundo. Como os sapos e seus parentes têm a pele muito sensível, mesmo alterações muito pequenas no habitat podem afetar a sua sobrevivência. Além disso, são cada vez mais comuns casos de animais desse tipo que desenvolvem uma doença causada por fungos. Para você ter uma ideia, essa moléstia já causou a extinção de várias espécies de anfíbios pelo planeta, uma vez que provoca problemas respiratórios, entre outros. Clique na tela e conheça sapos e rãs que enfrentam ameaças como essas.


Espero que eles consigam achar.
ResponderExcluirDalia
Arthur: seria bom achar as rãs porque elas ajudam a preservar a natureza
ResponderExcluirArthur: seria bom achar as rãs porque elas ajudam a preservar a natureza
ResponderExcluirAcho que vão conseguir,mas vai ser muito difícil.
ResponderExcluireu achei interessante que tem uma especie de rã que está sumida há muito tempo e os cientistas querem achar. Acho que vai ser difícil.
ResponderExcluirEu acho que os pesquisadores não vão encontrar esses anfíbios em extinção ! Ass: Francisco.
ResponderExcluirEu acho que os pesquisadores não vão encontrar esses anfíbios em extinção ! Ass: Francisco.
ResponderExcluirAcho que vai ser difícil eles encontrarem as rãs, já que nào foram vistas a muito tempo. Tomara que eles a encontrem.
ResponderExcluirEu acho que é difícil de achar elas. A rãzinha-do-riacho não tem foto e eles não sabem o som dela.
ResponderExcluirEste comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluirFREDERICO: eu achei interessante que essas rãs sumidas há mais de 20 anos sejam procuradas para saber se estão ou não em extinção no Brasil.
ResponderExcluirAlicia Soares
ResponderExcluirAcho que vai ser bem difícil encontrar as rãs já que elas são muito pequenas e se escondem nas pedras e existem tão poucas na natureza .
Eu acho que vai ser muito difícil encontrar, pois ela esta sumida a muito tempo, alem de ser muito pequena. Ass: Gabrielle Souza
ResponderExcluirEssas rans vivem lá no Rio grande do sul
ResponderExcluirEspero que eles achem essa espécie de rã.
ResponderExcluirEla anda bem escondidinha, com medo da extinção. Não será nada fácil localiza-la.
ResponderExcluirMaria Rita
Vamos torcer para conseguirem encontra-las porque nao podemos perder mais nenhuma especie de rans.Porque alem de serem importantes elas contribuem para nossa natureza. Alvaro luiz
ResponderExcluirLívia: Acho muito dificil encontrar porque são muito pequenas. Gostei muito do texto
ResponderExcluirSarah: Eu adorei o texto e adoraria viajar em busca dessas espécies de rãs. Acho importante a procura desses animais em extinção pois contribuem para nossa natureza.
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