quinta-feira, 31 de agosto de 2017
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Por dentro do planeta
LEIA O TEXTO COM ATENÇÃO E RESPONDA AO QUE É SOLICITADO NO FIM DA POSTAGEM! NÃO SE ESQUEÇA, SUA PARTICIPAÇÃO NAS LIÇÕES DO BLOG CONTAM PARA SUA AVALIAÇÃO NO TRIMESTRE!
O que será que existe no interior da Terra?
Quando criança, eu gostava de passar as tardes na casa de minha vó Chiquinha e sempre ia para lá após a escola. Além do cheirinho de pão fresco e de torresmo que vinham de sua cozinha, nas vizinhanças, encontrava-me com vários amigos: Luizinho, Neném, Lula, Manelzão e tantos outros que hoje já fazem parte de minha pré-história.
Com estes amigos, as conversas eram intermináveis e as idéias mais estranhas e mirabolantes sempre surgiam a partir dali:
– “Se cavarmos um buraco bem fundo, sairemos do outro lado do mundo. Vai ser lá na China” – afirmava Lula, sem duvidar.
Mais desconfiado, Manelzão dizia: “Duvido… DU – VI – DE – O – DÓ!”
– “Minha mãe disse que, se cavarmos bem fundo, vamos chegar ao inferno” – testemunhava Neném.
Como as dúvidas eram muitas e não havia como solucionar tamanho problema existencial – se encontraríamos os chineses ou então a moradia do capeta –, decidimos fazer um buraco. Exato, íamos escavar um buraco, tão profundo, mas tão profundo, que nos levaria aonde nenhum conhecido nosso havia chegado: ao centro da Terra ou então à China!
Cavar, cavar, cavar… Estávamos determinados a resolver a questão do que havia em direção ao centro da Terra.
A grande aventura iniciou-se numa manhã de sábado, no terreno baldio que ficava ao lado da casa de minha avó. Após planejarmos tudo, decidimos que a escavação se iniciaria na sombra de um abacateiro. Teríamos, assim, a proteção contra o sol e os galhos serviriam para a amarração das cordas que nos ajudariam a fixar as roldanas para nosso transporte pelas profundezas da Terra.
Com uma enxada, uma pá e algumas latas, começamos com determinação. Bate daqui, raspa dali e em pouco tempo as surpresas do interior da Terra: minhocas, uma cobra-sem-cabeça e raízes para todos os lados. Mais e mais amigos se juntavam a nós e quem passava pelo local até estranhava aquela criançada cavando sem parar. E, assim, permanecemos por quase um mês. Cavamos, cavamos, cavamos e o buraco só aumentava. Mas afinal o que encontramos?
Afinal, o que encontraríamos em direção ao centro da Terra? Chegaríamos à China ou encontraríamos o inferno?
Se pudéssemos escavar tão fundo que fôssemos para o interior da Terra, perceberíamos que nosso planeta é formado por diferentes zonas, com rochas e temperaturas que são progressivamente mais quentes. As três principais áreas são: a crosta terrestre, o manto e o núcleo.
Vivemos sobre a crosta terrestre. Em sua superfície, ocorrem todos os processos naturais com que convivemos: as águas, ventos, mares e a atividade dos organismos. Já em seu interior se manifestam os fenômenos que por vezes são muito destrutivos para a superfície, tais como os terremotos e os vulcões.
Se conseguíssemos nos aprofundar mais de 90 quilômetros, chegaríamos então ao manto terrestre, o qual é formado por rochas cujas temperaturas atingem até 3,4 mil graus Celsius. Um pouco mais fundo, a partir de 2,9 mil quilômetros, estaríamos prestes a adentrar o núcleo terrestre, cujo centro, localizado a quase 6,4 mil quilômetros de profundidade, tem temperaturas em torno dos 6 mil graus Celsius, semelhante àquelas encontradas na superfície do Sol. Nem mesmo o inferno deve ser tão quente!
A Terra é constituída por diferentes zonas: crosta, manto e núcleo, que possuem composição e temperaturas diferentes.
Mas alguém já viu ou pegou alguma rocha vindo destas profundezas? Realmente, não. No entanto, por meio dos estudos de geofísica e da propagação das ondas sísmicas geradas pelos terremotos, sabemos que a constituição da Terra se modifica com a profundidade. Além disso, a escavação de poços com pouco mais de 11 quilômetros de profundidade mostram que a temperatura no interior de nosso planeta aumenta progressivamente.
E então, o que vocêS acham que foi encontrado escavação que foram feitas no terreno ao lado da casa de vó Chiquinha? RESPONDA
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Por que os mapas da Terra trazem sempre o hemisfério Norte lá
no alto?
Pegue um mapa-múndi. O que aparece lá em cima? O polo Norte,
acertei? Na maioria dos mapas é assim! Mas você sabia que não existe parte “de
cima” ou “de baixo” da Terra? A representação dos continentes e dos mares desta
maneira não passa de convenção, isto é, de um “combinado” para que todos
representem o mundo de forma parecida. De tanto a gente ver as coisas desse
jeito, acaba se acostumando…
Mapa-múndi invertido. O argumento é que, já que a direção
utilizada nos mapas é só uma convenção, tanto faz invertê-la ou não. Parece que
as pessoas associam estar em cima como uma coisa boa, e estar em baixo como uma
coisa ruim. Esquisito ou não, ao vermos o mapa invertido, temos uma sensação de
que há algo muito errado no mundo… Ou será só falta de costume?
Nem todo mundo fica feliz com isso. Alguns países do
hemisfério Sul acham injusto aparecerem sempre na parte de baixo dos mapas,
como se as nações do hemisfério Norte estivessem sempre em uma posição de
superioridade. Por isso, na Austrália, por exemplo, decidiram publicar mapas
com o polo Sul na parte mais alta e o polo Norte na mais baixa – tudo de cabeça
para baixo, em relação às representações mais comuns do globo.
Há outros motivos para representar um mapa do mundo em outras
posições. Muitos mapas europeus medievais – ou seja, que foram feitos antes da
descoberta das Américas pelos europeus – representavam o mundo conhecido com a
cidade de Jerusalém no centro e o leste (oriente) na parte de cima do mapa.
Isso fazia com que na parte de baixo aparecessem a Europa (à esquerda) e a
África (à direita), separadas pelo mar Mediterrâneo.
Essa disposição dos continentes atendia a uma ideia religiosa: ir até Jerusalém, para um peregrino europeu da Idade Média, correspondia a uma elevação espiritual. No mapa, isso estava representado na medida em que, para ir da Europa para Jerusalém, era preciso ir para cima. Desta tradição veio o termo “se orientar”, já que Jerusalém ficava a leste da Europa, no oriente.
Essa disposição dos continentes atendia a uma ideia religiosa: ir até Jerusalém, para um peregrino europeu da Idade Média, correspondia a uma elevação espiritual. No mapa, isso estava representado na medida em que, para ir da Europa para Jerusalém, era preciso ir para cima. Desta tradição veio o termo “se orientar”, já que Jerusalém ficava a leste da Europa, no oriente.
No símbolo da Organização das Nações Unidas, a linha vertical
do meio corresponde ao meridiano de Greenwhich, que divide o mundo em leste (à
direita) e oeste (à esquerda). O centro é o polo Norte, e os continentes
aparecem ao redor dele. Assim, quase nenhum país fica “de cabeça para baixo”!
(Imagem: Wikimedia Commons)
Há ainda muitas outras maneiras de representar os
continentes. Quando a Organização das Nações Unidas (ONU) estava sendo criada,
em 1945, os organizadores buscavam um símbolo, e quem deu a ideia mais bacana
foi o arquiteto americano Donal McLaughlin.
Ele sugeriu usarem um mapa do mundo com o centro no polo Norte, de modo que todos os países-membros da organização apareceriam no mapa, abraçados pelos dois ramos de oliveira que representam a paz. A solução foi possível porque o continente Antártico, em torno do polo Sul, e que não aparece no mapa, não é parte de nenhum país.
Agora você já sabe que há muitas maneiras de desenhar o
mapa-múndi. Então, por que se convencionou colocar o Norte para cima? Uma
possível resposta é que os mapas não eram feitos para serem pendurados na
parede, na vertical, mas para serem usados sobre mesas horizontais com o
auxílio de uma bússola.
A bússola alinha sua agulha com a direção Norte-Sul, que é a
direção do campo magnético da Terra, e os navegadores precisavam marcar as
direções em que estavam navegando sempre em relação a essa direção. Talvez
tenham escolhido o Norte como referência – e não o Sul – porque, ao retornar
para casa depois de navegar no mar Mediterrâneo, os navegadores italianos (os
primeiros a usarem a bússola com uma marcação de direções) tinham que navegar
para o Norte.
]
Imagino que deve ter sido isso que, com o perdão do trocadilho, norteou a escolha deles. Desde então, essa escolha ficou incorporada à nossa linguagem e cultura, e mexeu com a nossa forma de ver o mundo!
]
Imagino que deve ter sido isso que, com o perdão do trocadilho, norteou a escolha deles. Desde então, essa escolha ficou incorporada à nossa linguagem e cultura, e mexeu com a nossa forma de ver o mundo!
Foto invertida
(Imagem: Wikimedia Commons)
Assinar:
Comentários (Atom)