quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Onde há fumaça, pode haver um vulcão.

Do Chile!
No dia 4 de 2011, as cinzas expelidas pelo vulcão Puyehue, adormecido há 51 anos, se espalharam pelo céu causando confusão até nos países vizinhos. O Brasil não ficou fora dessa… Na última semana, diversos voos foram adiados ou cancelados por causa da poeira vulcânica, que pode ficar no ar por muito, muito tempo.



Para entender por que um vulcão que estava quietinho há tantos anos, entra em erupção e começa espalhar cinzas para todo lado, a Ciência Hoje das Crianças conversou com Celso Dal Ré, professor de geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Veja o que ele disse: 


“O vulcão é formado a partir de placas terrestres que se movem e, por isso, batem umas nas outras. As placas carregam rochas que, por causa de toda essa movimentação, acumulam calor e pressão durante muito tempo. Em algum momento, essa pressão tem que ser liberada. É aí que vem a erupção.”


As conseqüências da erupção de um vulcão não param nas cinzas. Eles também podem causar raios devido à energia liberada pela lava e chuva ácida por causa das substâncias presentes na poeira vulcânica, que ficam na atmosfera.

Além do Puyehue, no Chile, há outros vulcões que entraram em atividade recentemente, como o Popocatépetl, no México, o Bromo, na Indonésia, e o Grimsvötn, na Islândia. Infelizmente os cientistas não conseguem saber qual e quando será o próximo. “A natureza não segue as nossas regras”, diz o nosso entrevistado.

AGORA É COM VOCÊ!

Você viu que a erupção de um vulcão pode trazer várias consequências.
Você acredita que pode haver algo de bom na explosão de um vulcão? Justifique sua resposta. 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Por dentro do planeta


LEIA O TEXTO COM ATENÇÃO E RESPONDA AO QUE É SOLICITADO NO FIM DA POSTAGEM! NÃO SE ESQUEÇA, SUA PARTICIPAÇÃO NAS LIÇÕES DO BLOG CONTAM PARA SUA AVALIAÇÃO NO TRIMESTRE!

O que será que existe no interior da Terra? 
Quando criança, eu gostava de passar as tardes na casa de minha vó Chiquinha e sempre ia para lá após a escola. Além do cheirinho de pão fresco e de torresmo que vinham de sua cozinha, nas vizinhanças, encontrava-me com vários amigos: Luizinho, Neném, Lula, Manelzão e tantos outros que hoje já fazem parte de minha pré-história.

Com estes amigos, as conversas eram intermináveis e as idéias mais estranhas e mirabolantes sempre surgiam a partir dali:

– “Se cavarmos um buraco bem fundo, sairemos do outro lado do mundo. Vai ser lá na China” – afirmava Lula, sem duvidar.

Mais desconfiado, Manelzão dizia: “Duvido… DU – VI – DE – O – DÓ!”

– “Minha mãe disse que, se cavarmos bem fundo, vamos chegar ao inferno” – testemunhava Neném.

Como as dúvidas eram muitas e não havia como solucionar tamanho problema existencial – se encontraríamos os chineses ou então a moradia do capeta –, decidimos fazer um buraco. Exato, íamos escavar um buraco, tão profundo, mas tão profundo, que nos levaria aonde nenhum conhecido nosso havia chegado: ao centro da Terra ou então à China!
Cavar, cavar, cavar… Estávamos determinados a resolver a questão do que havia em direção ao centro da Terra. 

Cavar, cavar, cavar... Estávamos determinados a resolver a questão do que havia em direção ao centro da Terra. (foto: GJ Charlet III / Flickr / (a href=https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/) CC BY-NC-SA 2.0 (/a))
A grande aventura iniciou-se numa manhã de sábado, no terreno baldio que ficava ao lado da casa de minha avó. Após planejarmos tudo, decidimos que a escavação se iniciaria na sombra de um abacateiro. Teríamos, assim, a proteção contra o sol e os galhos serviriam para a amarração das cordas que nos ajudariam a fixar as roldanas para nosso transporte pelas profundezas da Terra.

Com uma enxada, uma pá e algumas latas, começamos com determinação. Bate daqui, raspa dali e em pouco tempo as surpresas do interior da Terra: minhocas, uma cobra-sem-cabeça e raízes para todos os lados. Mais e mais amigos se juntavam a nós e quem passava pelo local até estranhava aquela criançada cavando sem parar. E, assim, permanecemos por quase um mês. Cavamos, cavamos, cavamos e o buraco só aumentava. Mas afinal o que encontramos?
Afinal, o que encontraríamos em direção ao centro da Terra? Chegaríamos à China ou encontraríamos o inferno? (foto: Evan / Flickr / (a href=https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/) CC BY-ND 2.0 (/a))
Afinal, o que encontraríamos em direção ao centro da Terra? Chegaríamos à China ou encontraríamos o inferno? 

Se pudéssemos escavar tão fundo que fôssemos para o interior da Terra, perceberíamos que nosso planeta é formado por diferentes zonas, com rochas e temperaturas que são progressivamente mais quentes. As três principais áreas são: a crosta terrestre, o manto e o núcleo.

Vivemos sobre a crosta terrestre. Em sua superfície, ocorrem todos os processos naturais com que convivemos: as águas, ventos, mares e a atividade dos organismos. Já em seu interior se manifestam os fenômenos que por vezes são muito destrutivos para a superfície, tais como os terremotos e os vulcões.

Se conseguíssemos nos aprofundar mais de 90 quilômetros, chegaríamos então ao manto terrestre, o qual é formado por rochas cujas temperaturas atingem até 3,4 mil graus Celsius. Um pouco mais fundo, a partir de 2,9 mil quilômetros, estaríamos prestes a adentrar o núcleo terrestre, cujo centro, localizado a quase 6,4 mil quilômetros de profundidade, tem temperaturas em torno dos 6 mil graus Celsius, semelhante àquelas encontradas na superfície do Sol. Nem mesmo o inferno deve ser tão quente!


A Terra é constituída por diferentes zonas: crosta, manto e núcleo, que possuem composição e temperaturas diferentes.

A Terra é constituída por diferentes zonas: crosta, manto e núcleo, que possuem composição e temperaturas diferentes. (imagem original: Charles C / Wikimedia Commons / (a href=http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/) CC BY-SA 3.0 (/a))
Mas alguém já viu ou pegou alguma rocha vindo destas profundezas? Realmente, não. No entanto, por meio dos estudos de geofísica e da propagação das ondas sísmicas geradas pelos terremotos, sabemos que a constituição da Terra se modifica com a profundidade. Além disso, a escavação de poços com pouco mais de 11 quilômetros de profundidade mostram que a temperatura no interior de nosso planeta aumenta progressivamente.


E então, o que vocêS acham que foi encontrado escavação que foram feitas no terreno ao lado da casa de vó Chiquinha? RESPONDA 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Em cima, embaixo – e vice-versa

Por que os mapas da Terra trazem sempre o hemisfério Norte lá no alto?
Pegue um mapa-múndi. O que aparece lá em cima? O polo Norte, acertei? Na maioria dos mapas é assim! Mas você sabia que não existe parte “de cima” ou “de baixo” da Terra? A representação dos continentes e dos mares desta maneira não passa de convenção, isto é, de um “combinado” para que todos representem o mundo de forma parecida. De tanto a gente ver as coisas desse jeito, acaba se acostumando…
Mapa-múndi invertido. O argumento é que, já que a direção utilizada nos mapas é só uma convenção, tanto faz invertê-la ou não. Parece que as pessoas associam estar em cima como uma coisa boa, e estar em baixo como uma coisa ruim. Esquisito ou não, ao vermos o mapa invertido, temos uma sensação de que há algo muito errado no mundo... Ou será só falta de costume? (Imagem: Wikimedia Commons)

Mapa-múndi invertido. O argumento é que, já que a direção utilizada nos mapas é só uma convenção, tanto faz invertê-la ou não. Parece que as pessoas associam estar em cima como uma coisa boa, e estar em baixo como uma coisa ruim. Esquisito ou não, ao vermos o mapa invertido, temos uma sensação de que há algo muito errado no mundo… Ou será só falta de costume?

Nem todo mundo fica feliz com isso. Alguns países do hemisfério Sul acham injusto aparecerem sempre na parte de baixo dos mapas, como se as nações do hemisfério Norte estivessem sempre em uma posição de superioridade. Por isso, na Austrália, por exemplo, decidiram publicar mapas com o polo Sul na parte mais alta e o polo Norte na mais baixa – tudo de cabeça para baixo, em relação às representações mais comuns do globo.

Há outros motivos para representar um mapa do mundo em outras posições. Muitos mapas europeus medievais – ou seja, que foram feitos antes da descoberta das Américas pelos europeus – representavam o mundo conhecido com a cidade de Jerusalém no centro e o leste (oriente) na parte de cima do mapa. Isso fazia com que na parte de baixo aparecessem a Europa (à esquerda) e a África (à direita), separadas pelo mar Mediterrâneo.

Essa disposição dos continentes atendia a uma ideia religiosa: ir até Jerusalém, para um peregrino europeu da Idade Média, correspondia a uma elevação espiritual. No mapa, isso estava representado na medida em que, para ir da Europa para Jerusalém, era preciso ir para cima. Desta tradição veio o termo “se orientar”, já que Jerusalém ficava a leste da Europa, no oriente.
ONU
No símbolo da Organização das Nações Unidas, a linha vertical do meio corresponde ao meridiano de Greenwhich, que divide o mundo em leste (à direita) e oeste (à esquerda). O centro é o polo Norte, e os continentes aparecem ao redor dele. Assim, quase nenhum país fica “de cabeça para baixo”! (Imagem: Wikimedia Commons)
Há ainda muitas outras maneiras de representar os continentes. Quando a Organização das Nações Unidas (ONU) estava sendo criada, em 1945, os organizadores buscavam um símbolo, e quem deu a ideia mais bacana foi o arquiteto americano Donal McLaughlin.

Ele sugeriu usarem um mapa do mundo com o centro no polo Norte, de modo que todos os países-membros da organização apareceriam no mapa, abraçados pelos dois ramos de oliveira que representam a paz. A solução foi possível porque o continente Antártico, em torno do polo Sul, e que não aparece no mapa, não é parte de nenhum país.

Agora você já sabe que há muitas maneiras de desenhar o mapa-múndi. Então, por que se convencionou colocar o Norte para cima? Uma possível resposta é que os mapas não eram feitos para serem pendurados na parede, na vertical, mas para serem usados sobre mesas horizontais com o auxílio de uma bússola.
A bússola alinha sua agulha com a direção Norte-Sul, que é a direção do campo magnético da Terra, e os navegadores precisavam marcar as direções em que estavam navegando sempre em relação a essa direção. Talvez tenham escolhido o Norte como referência – e não o Sul – porque, ao retornar para casa depois de navegar no mar Mediterrâneo, os navegadores italianos (os primeiros a usarem a bússola com uma marcação de direções) tinham que navegar para o Norte.
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Imagino que deve ter sido isso que, com o perdão do trocadilho, norteou a escolha deles. Desde então, essa escolha ficou incorporada à nossa linguagem e cultura, e mexeu com a nossa forma de ver o mundo!
Foto invertida

(Imagem: Wikimedia Commons)
(Imagem: Wikimedia Commons)
Um astronauta a bordo da nave Apollo 17, em seu caminho em direção à Lua em 1972, tirou uma foto da face iluminada da Terra. Esta foto ficou famosa, conhecida como “bola de gude azul”. Eu mesmo quando adolescente lembro de ter comprado um pôster com esta foto e pendurado no meu quarto. A foto original (que você vê à direita) mostrava a Antártida “em cima”, e a África “de cabeça para baixo”, mas, em todas as reproduções, as pessoas julgaram razoável inverter a foto para facilitar o reconhecimento dos continentes. Isso mostra como esta convenção está consolidada na nossa cabeça.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Um lanchinho para os peixes.



É correto alimentar esses animais na natureza?
Rex, Diná e Zíper aproveitaram a tarde ensolarada na praia para passear de barco e fizeram muitas descobertas! (ilustração: Maurício Veneza)
Rex, Diná e Zíper passaram uma linda e ensolarada tarde na praia, com direito a mergulho e passeio de barco! Ficaram tão surpresos com a quantidade de cores e animais existentes debaixo d’água que decidiram compartilhar as experiências com você também.
Nossos mascotes observaram tudo durante o passeio com o barco que alugaram, e não desgrudaram da guia, que era bióloga. Logo que eles se afastaram da costa, Diná retirou da mochila um pequeno pacote cheio de pedaços de pão e biscoitos, que começou a lançar diretamente na água. Curioso, Zíper perguntou:
– O que você está fazendo, Diná?
– Estou alimentando os peixes, ora! – falou, jogando um biscoito inteiro na água. –Veja só o que acontece!
Logo, vários peixinhos coloridos se aproximaram da superfície para disputar as migalhas e os biscoitos atirados por Diná.
Durante o passeio de barco, Diná atirou alguns biscoitos na água e vários peixinhos coloridos se aproximaram da superfície para disputar as migalhas. (foto: Pixabay – CC0)
Zíper também levou um pacote de salgadinhos para o seu lanche e decidiu fazer a mesma coisa. Encheu a mão com os pequenos salgadinhos e também os jogou na água.
Rex começou a se preocupar com a quantidade de comida oferecida aos esfomeados peixes, franziu a testa e perguntou:
– Será que eles aguentam comer tudo isso? Mamãe sempre me diz para não exagerar nos salgadinhos e nos biscoitos para evitar problemas de saúde e com o peso…
– Não seja bobo, Rex – riu Zíper. – Peixes não têm problemas com o peso… Ou têm?
– Na verdade têm, sim! – interrompeu a guia. – Alguns peixes podem ter problemas graves de saúde por comer mal ou comer demais.
– Então os peixes também ficam doentes? – indagou Rex.
– Ficam. Assim como nós, os peixes precisam de quantidades balanceadas, isto é, controladas, de vitaminas, minerais e nutrientes. O pão, o biscoito e o salgadinho contêm muito amido, mas são pobres em vitaminas e outros nutrientes, prejudicando a dieta dos peixes. – explicou a guia.
– Por isso meus pais sempre dizem para eu comer frutas e verduras! – concluiu Rex.
– Já sei! – exclamou Zíper. – Mamãe mandou uma salada de brócolis para o meu lanche. Vamos dar aos peixes. Assim, eles terão uma comida mais saudável.
Ao ouvir a explicação da guia de que alguns peixes podem ter problemas de saúde por comer mal ou comer demais, Zíper quis dar para eles a salada de brócolis que sua mãe preparou para o lanche. Mas será que essa é uma boa ideia? (ilustração: Maurício Veneza)
– Na verdade, não é uma boa ideia. – explicou a guia de novo. – Os peixes, assim como os demais animais, se alimentam de modo diferente de nós. Dentro do mar, existem vários alimentos adequados, que incluem larvas, crustáceos, algas, ovos e pequenos animais e plantas, o plâncton. Alguns peixes dependem de uma boa alimentação até mesmo para manter a cor do seu corpo, vocês sabiam? Ou seja, quanto melhor se alimentam, mais bonito e colorido fica seu corpo.
– Nossa! Não imaginava a importância da alimentação na vida dos peixes. – finalizou Diná.

Mal sabia nossa mascote que essa era apenas a primeira das muitas descobertas que faria naquele passeio.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Bela em extinção

Após a leitura, responda em seu caderno: quais ações o homem pode ter para preservar essa espécie tão importante?

Mata Atlântica pode perder para sempre um de seus mais ilustres moradores: a onça-pintada

Terceiro maior felino do mundo e maior predador do Brasil, a onça-pintada é a rainha das nossas florestas. Mas, infelizmente, seus dias de realeza podem estar contados: ela está cada vez mais ameaçada e pode desaparecer para sempre da Mata Atlântica. Por sorte, porém, existem pesquisadores dispostos a enfrentar uma corrida contra o tempo para salvá-la.



A onça-pintada, terceiro maior felino do mundo, corre risco de desaparecer – e tudo por causa da ação do homem

Beatriz de Mello Beisiegel, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, explica que as duas maiores ameaças à sobrevivência da onça-pintada são a caça e a destruição dos ambientes naturais onde ela vive.

“A onça é um animal muito caçado, por esporte, por medo ou mesmo como forma de ganhar honra, já que em muitas culturas matar uma onça é sinônimo de força”, explica. “A caça das presas das onças, como porcos-do-mato e veados, também é enorme e diminui sua fonte de alimento. Para piorar, existem poucas áreas grandes o suficiente para preservar esses animais”.

O fim definitivo do felino poderia causar uma verdadeira confusão: sem as onças, as populações dos animais que antes eram suas presas tenderia a aumentar. Como suas presas são herbívoras, ou seja, se alimentam de plantas, isso pode desequilibrar ainda mais a mata. “Toda a ecologia da floresta pode mudar. Os muitos herbívoros irão exigir mais da vegetação. Como ficaria a floresta daqui a 500 anos?”, questiona Beatriz.
Segundo a pesquisadora, são três as linhas de ação principais para salvar as onças. “Temos procurado atuar no controle da caça, no aumento das áreas de preservação das onças e também no estímulo a novos estudos sobre esse animal, pois quanto mais o conhecermos, melhor será possível protegê-lo”, garante.

Outra fera em risco
O leão do oeste da África também está em extinção




A vida não está fácil para a família real da floresta. Na África, outro grande felino também corre risco de extinção: o leão. Philipp Henschel, coordenador de pesquisa do Programa de Sobrevivência do Leão, encontrou leões em apenas quatro das 21 áreas de preservação existentes no oeste do continente. Assim como a onça-pintada, seu desaparecimento pode afetar todo o ecossistema local. “Temos de agir rápido para salvar os leões. Vamos ajudar financeiramente os países para que protejam os leões e suas presas e para que preservem mais áreas em que esses animais ainda existem”, explica.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Por onde anda você?


Expedições procuram duas espécies de rãs que não são vistas há quase três décadas no Brasil

Você aceitaria viajar pelo sul e sudeste do Brasil para procurar duas espécies de rãs que há mais de 25 anos não são encontradas pelos cientistas? Então, saiba que essa é a aventura que aguarda os biólogos Patrick Colombo e Taran Grant, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Em setembro, eles vão liderar duas expedições em nosso país, que são parte de uma busca mundial por cem espécies de anfíbios que há muito tempo não são vistas na natureza e podem até estar extintas.

(Ilustração: Mario Bag).
Procura-se!
Lanterna na mão, gravador no bolso e um par de botas de borracha confortável. É assim que estará equipado o grupo que irá buscar a rãzinha-das-pedras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Chamada de Cycloramphus valae pelos cientistas, essa espécie costumava viver entre rochas em cachoeiras muito altas. Em locais como esse, perto dos paredões úmidos, é que a equipe espera reencontrá-la. “A estratégia é sair revirando pedras na natureza”, adianta Patrick, líder da expedição.


Fotos da rãzinha-das-pedras são raras. Mas veja como é o girino dessa espécie (ilustração cedida por Ronald Heyer).
Amarronzada, a rãzinha camufla-se entre as rochas e se confunde com o ambiente. Como seu nome indica, é pequena: tem quatro centímetros de comprimento! E se você pensa que essas características já são suficientes para dificultar o trabalho dos pesquisadores, imagine procurar esse bicho… à noite? Pois é isso o que irá acontecer, já que a rãzinha-das-pedras, como a maioria dos anfíbios, tem hábitos noturnos.
A boa notícia, porém, é que essa busca não depende apenas da visão. Os pesquisadores vão estar atentos a qualquer barulho. Afinal, quem sabe eles não escutam o som produzido pela espécie e, ao segui-lo, reencontram a rãzinha-das-pedras? A expectativa também é gravar novamente o canto desse anfíbio, registrado pela primeira vez em 1979, no estado de Santa Catarina, quando a rãzinha-das-pedras foi descoberta. Apenas três anos depois, ela seria vista pela última vez.
Aumente o som!
Ouça o canto da rãzinha-das-pedras (gravação cedida por Ronald Heyer).
Do sul para o sudeste

(Ilustração: Fernando).
Desde a década de 1980, aliás, ninguém encontra também a rãzinha-do-riacho. Essa espécie, conhecida pelos cientistas como Crossodactylus grandis, é alvo de uma outra expedição, que acontece em setembro em parte do sudeste do Brasil.
Para tentar localizá-la, o biólogo Taran Grant irá a Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas a tarefa é difícil. Não há foto ou desenho da espécie em vida. Seu canto também não foi gravado. E não se engane: apesar de ter a palavra “grandis” (em latim, “grande”) em seu nome, esse anfíbio mede apenas quatro centímetros.

Apesar disso, já foi definida uma estratégia para tentar achar essa rã que tem pele marrom, hábitos diurnos e vive escondida na vegetação que há na beira dos riachos da Serra da Mantiqueira, cadeia montanhosa que se estende pelos três estados que serão visitados. Taran pretende se basear no som produzido por outras espécies do mesmo gênero para tentar localizar a Crossodactylus grandis. “Vamos seguir o som de qualquer anfíbio que esteja cantando perto do riacho”, conta ele.
Quem sabe esse não é o primeiro passo para um reencontro aguardado há décadas?

Maior entre os menores
Crossodactylus grandis foi batizada assim porque é maior do que os outros bichos do seu grupo, que atingem, no máximo, três centímetros!
Anfíbios em perigo
Apesar da esperança em reencontrar a rãzinha-das-pedras e a rãzinha-do-riacho, depois de quase três décadas sem notícias, é claro que os pesquisadores trabalham com a hipótese de que essas espécies tenham sido extintas. Ou seja, desaparecido para sempre, uma ameaça que ronda anfíbios em todo o mundo. Como os sapos e seus parentes têm a pele muito sensível, mesmo alterações muito pequenas no habitat podem afetar a sua sobrevivência. Além disso, são cada vez mais comuns casos de animais desse tipo que desenvolvem uma doença causada por fungos. Para você ter uma ideia, essa moléstia já causou a extinção de várias espécies de anfíbios pelo planeta, uma vez que provoca problemas respiratórios, entre outros. Clique na tela e conheça sapos e rãs que enfrentam ameaças como essas.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Protejam nosso cerrado!


Em 30 anos, cerrado brasileiro pode ter maior extinção de plantas da história, diz estudo






Apenas um quinto do bioma original do cerrado continua totalmente preservado

Se o índice de desmatamento do cerrado brasileiro se mantiver como é hoje - cerca de 2,5 maior do que na Amazônia -, o mundo pode registrar a maior perda de espécies vegetais da história.

A tese é de um artigo de pesquisadores do Instituto Internacional para a Sustentabilidade (IIS) e de outras instituições nacionais e internacionais, divulgado nesta quinta-feira na revista científica Nature Ecology and Evolution.

O cerrado perdeu 46% de sua vegetação nativa, e só cerca de 20% permanece completamente intocado, segundo os pesquisadores. Até 2050, no entanto, pode perder até 34% do que ainda resta.

Isso levaria à extinção 1.140 espécies endêmicas - um número oito vezes maior que o número oficial de plantas extintas em todo o mundo desde o ano de 1500, quando começaram os registros.

"Há 139 espécies de plantas registradas como extintas no mundo todo. Mas claro, sabemos que espécies foram extintas antes mesmo de a gente conhecê-las", disse à BBC Brasil Bernardo Strassburg, professor da PUC-Rio e coordenador do estudo e secretário-executivo do IIS.

"Mesmo assim, a perda no cerrado seria uma crise sem proporções."

O desmatamento na região, de acordo com os pesquisadores, cresceu em níveis alarmantes "por causa da combinação de agronegócio, obras de infraestrutura, pouca proteção legal e iniciativas de conservação limitadas".

Mesmo assim, Strassburg e sua equipe afirmam que o cenário apocalíptico projetado para 2050 pode ser evitado.
'Hotspot de biodiversidade'

O cerrado brasileiro, segundo o artigo, tem mais de 4,6 mil espécies de plantas e animais que não são encontrados em nenhum outro lugar.

"Essa projeção assustadora que encontramos é uma combinação de dois fatores: o cerrado é um hotspot global de biodiversidade principalmente por causa das plantas, e ele já perdeu metade da sua área", afirma Strassburg.

"A área de desmatamento do cerrado não é maior que a da Amazônia, mas a taxa de desmatamento é."
Pesquisa mostra que, até 2050, 34% do que resta do cerrado pode desaparecer

Para conseguir estimar o número de espécies perdidas pelo desmatamento nos próximos 30 anos com o mesmo ritmo atual, os pesquisadores combinaram os dados mais recentes da Lista Vermelha de Espécies em Extinção (referentes a 2014) com projeções das mudanças no uso do bioma.

Das 1.140 que podem ser perdidas, 657 já são consideradas condenadas à extinção.

"Isso quer dizer que não tem mais cerrado suficiente para tanta espécie. Se o desmatamento parasse hoje e não fizéssemos mais nada para recuperar a região, elas seriam extintas de qualquer jeito", explica.
Seca

Se o aumento recente do desmatamento da Amazônia, segundo os cientistas, influenciou o regime de chuvas no Brasil, contribuindo para a seca dos últimos anos, a perda do cerrado também faz sua parte - mas no solo, e não na atmosfera.

"Tem gente que se refere ao cerrado como uma floresta de cabeça para baixo, porque dizem que as raízes lá são tão mais profundas que na Amazônia e na Mata Atlântica. Isso torna muito grande a capacidade do solo de absorver água, que será armazenada nos lençóis freáticos", diz Strassburg.

Hoje, 43% da água de superfície no Brasil fora da Amazônia está no bioma - o que inclui três dos principais aquíferos do país, que abastecem reservas no Centro-Oeste, no Nordeste e no Sudeste.
Há mais de 4,6 mil espécies de plantas e animais que só existem no cerrado

"Mas se você troca aquela vegetação por uma plantação de soja, essa capacidade de reter água e alimentar os lençóis freáticos se perde. E vale lembrar que no Brasil crise hídrica é também é crise energética."

O pesquisador alerta ainda para o fato de que o desmatamento projetado para as próximas três décadas emitiria cerca de 8,5 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera.

"Isso é 2,5 vezes mais do que a redução da emissão de gases estufa que o Brasil conseguiu com a queda no desmatamento da Amazônia entre 2003 e 2012", explica.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

As mudanças e suas descobertas

Após assistir este vídeo responda nos comentários:

o personagem do vídeo faz diversas descobertas e sofre modificações com o passar do tempo. Você acredita que só o ser humano mudou ou os animais também se transformam com o passar do tempo? Justifique sua resposta.

Apresentação

Sejam bem-vindos!

Charles Darwin
   Este é um espaço criado especialmente para pais e educandos do 3º ano - Ensino Fundamental I da Escola Crescer Podium. Esta tecnologia da informação permitirá fácil acesso a fotos, vídeos, jogos, indicações literárias e muito mais!
   Espero que este mergulho no mundo da tecnologia traga a vocês ótimas experiências!
   Aproveitem o conteúdo e divirtam-se!

   Beijos carinhosos,

   Camila